Leucemia: o que é, sintomas e quando procurar ajuda
A leucemia, conhecida popularmente como câncer no sangue, é o tipo de câncer mais comum na infância, especialmente a leucemia linfoide aguda, que representa cerca de um terço dos casos de câncer em crianças com até 10 anos. No entanto, a doença também afeta adultos e idosos, com diferentes manifestações e necessidades de tratamento. Entender como ela surge, quais são os sintomas e os tipos de leucemia é essencial para buscar diagnóstico e tratamento precoces.
Entendendo o sangue e sua produção
O sangue é composto por um líquido chamado plasma e três tipos de células: glóbulos vermelhos (hemácias), que transportam oxigênio; glóbulos brancos (leucócitos), responsáveis pela defesa do organismo; e plaquetas, que atuam na coagulação. Essas células são produzidas na medula óssea, localizada na parte vermelha dos ossos longos, como fêmur e bacia — também chamada de tutano.
O processo começa com as células-tronco, que se multiplicam e originam células jovens, chamadas de blastos. Essas, ao amadurecerem, são liberadas no sangue para exercer suas funções. A leucemia ocorre quando uma célula jovem sofre alterações genéticas e se transforma em uma célula cancerosa, que se multiplica mais rapidamente ou vive por mais tempo do que o normal, se acumulando na medula óssea e prejudicando a produção das demais células sanguíneas.
Sintomas das leucemias agudas
Nas leucemias agudas, os sintomas surgem de forma rápida, em dias ou semanas. Entre os principais sinais estão:
- Cansaço, fadiga, palidez e tontura (causados pela anemia);
- Sangramentos espontâneos, principalmente no nariz e nas gengivas, além de hematomas (devido à queda nas plaquetas);
- Infecções frequentes (por falta de glóbulos brancos maduros).
Ao perceber esses sintomas, é importante procurar um médico. O hemograma é o primeiro exame solicitado e, junto com outros exames, inclusive da medula óssea, ajuda a confirmar o diagnóstico. Após o diagnóstico, é necessário identificar o tipo de leucemia aguda: linfoblástica (LLA) ou mieloide (LMA), pois isso influencia no tratamento, que deve ser iniciado o quanto antes.
Leucemias crônicas: sintomas e diferenças
As leucemias crônicas afetam, predominantemente, adultos e idosos. A diferença principal em relação às agudas é que, nesse caso, há uma proliferação de células maduras, e os sintomas aparecem lentamente, ao longo de meses. Alguns dos sinais incluem:
- Fraqueza, cansaço, perda de apetite e febre, geralmente à noite;
- Aumento do volume abdominal, causado pela ampliação do baço.
Como os sintomas são discretos, muitas pessoas demoram a procurar ajuda médica. As leucemias crônicas também se dividem em dois tipos: leucemia linfoide crônica (LLC) e leucemia mieloide crônica (LMC). O tratamento depende da gravidade: enquanto as agudas exigem ação imediata com quimioterapia, alguns casos de LLC, por exemplo, podem apenas ser acompanhados sem necessidade de intervenção.
Fatores de risco para leucemia
Embora a medicina ainda não conheça exatamente o que causa a leucemia, alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver a doença, como:
- Tratamentos prévios com quimioterapia ou radioterapia;
- Alterações genéticas, como a síndrome de Down;
- Tabagismo;
- Histórico familiar de leucemia;
- Exposição a agentes químicos, como o benzeno.
Diagnóstico precoce é essencial
Diante de sintomas persistentes ou alterações suspeitas no corpo, é fundamental procurar um médico, de preferência um hematologista. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz. Estar bem informado permite reconhecer sinais de alerta e colaborar com o médico na busca pelo melhor diagnóstico e cuidado.
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