Doença no fígado: 5 cuidados essenciais na alimentação
Doença no fígado, como hepatites, excesso de gordura, tumores ou doenças autoimunes, podem levar a quadros graves como a insuficiência hepática. Nessas situações, a alimentação desempenha papel fundamental para controlar sintomas, evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.
Principais causas da doença no fígado
A doença no fígado, ou doença hepática, pode ter diversas origens: desde o acúmulo de gordura no fígado e o consumo excessivo de álcool até infecções por hepatites, alterações autoimunes e presença de tumores. Em casos mais avançados, o funcionamento do fígado fica comprometido, caracterizando o quadro de insuficiência hepática. Diante disso, seguir orientações específicas sobre a dieta é essencial.
Evitar longos períodos de jejum
Um dos primeiros cuidados indicados para pessoas com doença hepática é fracionar as refeições ao longo do dia, evitando longos períodos de jejum. Isso porque o organismo passa a ter um gasto energético elevado, o que aumenta o risco de desnutrição. Garantir uma ingestão calórica adequada ajuda a manter o equilíbrio nutricional.
Garantir boas fontes de proteína
No passado, acreditava-se que pessoas com doença hepática deveriam restringir o consumo de proteínas. No entanto, atualmente se sabe que essa prática pode piorar o quadro, já que a redução de proteínas pode aumentar o acúmulo de amônia, substância tóxica para o organismo. Por isso, é recomendado consumir proteínas de boa qualidade, presentes em alimentos como:
Feijões, ervilha e lentilha;
Peixes;
Leite e derivados (se bem tolerados);
Carne bovina (também se bem tolerada).
Incluir ômega-3 na alimentação
O ômega-3 é uma gordura com propriedades anti-inflamatórias que pode beneficiar pacientes com problemas no fígado. Como o corpo não produz esse nutriente, é necessário consumi-lo por meio da dieta. Ele está presente em:
- Peixes como atum e sardinha;
- Fontes vegetais como semente de linhaça e chia.
Cuidar do intestino com fibras e antioxidantes
Manter o intestino funcionando bem também é importante. Por isso, recomenda-se o consumo diário de frutas, legumes e verduras, com variedade e em quantidade adequada — entre 3 a 5 porções por dia. Esses alimentos são fontes de vitaminas, minerais e antioxidantes, que contribuem para a saúde geral do organismo e prevenção de complicações.
Controle de sal e água em casos específicos
Em alguns pacientes, a doença hepática pode causar edema, que é o acúmulo de líquidos no corpo. Nesses casos, a restrição de sal e água pode ser necessária, mas essa orientação deve ser feita pela equipe médica responsável, conforme avaliação individual.
Uma alimentação saudável, equilibrada e adaptada às necessidades do paciente é uma ferramenta essencial para prevenir complicações, aliviar os sintomas e promover uma melhor qualidade de vida para quem convive com doenças no fígado.
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