Prótese de mama: tudo o que você precisa saber antes da cirurgia
A cirurgia para colocação de prótese de mama é um dos procedimentos estéticos mais realizados no Brasil. Apesar da popularidade, ainda existem muitas dúvidas sobre os tipos de implantes, riscos, durabilidade e impacto na saúde da mulher. A seguir, veja as principais informações sobre o tema, com base na explicação de um especialista.
O que é a prótese de mama e do que ela é feita
A prótese de mama é composta por um “saquinho” de silicone preenchido com gel coeso, semelhante a uma gelatina. Esse material não escorre ou se espalha mesmo quando cortado. Além disso, a estrutura da prótese possui múltiplas camadas que conferem resistência, evitando rompimentos mesmo quando comprimida ou esticada.
É importante destacar que esse silicone é diferente do silicone industrial líquido, que é proibido e pode causar graves complicações quando injetado no corpo.
Tipos de próteses e suas características
Existem diferentes formatos de próteses: redondas, ovais e em forma de gota. Mesmo entre próteses com o mesmo volume e formato, pode haver variações na altura e na base, o que altera o resultado estético.
Elas também variam quanto à textura da superfície (lisa, microtexturizada ou macrotexturizada) e ao tipo de gel interno, que pode ser mais ou menos coeso, mais duro ou mais macio. Por isso, a escolha deve ser personalizada para cada paciente.
Prótese de mama pode causar rejeição?
A resposta é não. O termo “rejeição” se aplica a transplantes de órgãos, e não a implantes. No caso da prótese, pode ocorrer infecção no local da cirurgia, o que exige tratamento e, em alguns casos, retirada do implante.
Como é feita a cirurgia e onde são feitas as incisões
A incisão para colocar a prótese é pequena (de 3 a 5 cm) e pode ser feita em três locais:
- Axila: a cicatriz não fica na mama, mas pode aparecer com o uso de regata;
- Aréola: a cicatriz fica disfarçada, mas há risco estético se houver queloide;
- Sulco inframamário: tem pós-operatório mais tranquilo e cicatriz discreta.
Onde a prótese é colocada?
A prótese pode ser posicionada:
- À frente do músculo peitoral (subglandular);
- Atrás do músculo peitoral (submuscular);
- Parcialmente atrás do músculo (dual plane).
A decisão depende do biotipo da paciente. Por exemplo, mulheres muito magras podem se beneficiar da colocação atrás do músculo para disfarçar a prótese.
Existe uma melhor técnica ou prótese ideal?
Não. A escolha do tipo de prótese, volume, plano de colocação e tipo de incisão deve ser individualizada, considerando o corpo e os objetivos da paciente. Não há uma solução universal.
Prótese de mama interfere na amamentação?
Geralmente, não interfere, pois a prótese é colocada atrás da glândula mamária. A exceção ocorre quando a incisão é feita pela aréola, pois nesse caso há manipulação direta do tecido mamário, o que pode afetar a ejeção do leite.
Prótese atrapalha exames de imagem ou diagnóstico de câncer?
Não. As mamografias e outros exames conseguem avaliar adequadamente as mamas com implante. Em alguns casos, o implante pode até facilitar a identificação de nódulos superficiais por servir como anteparo.
A prótese tem prazo de validade?
As próteses não têm data de validade. A troca só é necessária em alguns casos, como:
- Perda do resultado estético devido à flacidez natural com o tempo;
- Contratura capsular (endurecimento e retração da cápsula que envolve o implante);
- Ruptura do implante, que é mais rara.
Pode-se escolher qualquer volume de prótese?
Não. O volume é definido com base em avaliações técnicas, como altura da paciente, tamanho do tórax, sobra de pele e posição da mama. Existe um volume máximo que “cabe” em cada pessoa, e a decisão final deve ser feita em conjunto com o cirurgião.
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