Fibromialgia: o que é a condição que causa muita dor?

Carol Castro, atriz da Globo, falou recentemente sobre seu diagnóstico da fibromialgia, uma condição de saúde que causa muitas dores. E agora, nós do Dr. Ajuda te explicamos tudo sobre essa síndrome.

O que é a fibromialgia

É uma condição que afeta o sistema nervoso central, alterando a forma como o cérebro processa os sinais de dor. É como se o volume da dor estivesse sempre no máximo, fazendo com que estímulos normais do dia a dia sejam interpretados como estímulos dolorosos.

“Diferente do que muitos pensam, não é frescura ou coisa da cabeça. A fibromialgia é uma condição médica real, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, que causa sofrimento genuíno e impacta significativamente a qualidade de vida”, enfatiza o Dr. André Franco, médico reumatologista.

Sintomas da fibromialgia

Shutterstock 2648531701

O primeiro é a dor generalizada pelo corpo. É o sintoma principal. A dor é descrita como profunda, constante, em queimação ou latejante, afetando músculos, tendões e ligamentos.

“Ela não é localizada em uma região específica, mas é espalhada por todo o corpo. Assim, o corpo fica extremamente sensível ao toque. Tradicionalmente, eram identificados 18 pontos, incluindo o pescoço, ombros, cotovelos, quadris, joelhos e outras regiões”, explica o médico.

Fadiga intensa e persistente também deve gerar atenção. Então, as pessoas com fibromialgia sentem um cansaço que não melhora com o descanso. É comum acordar mais cansado do que ao dormir, como se não tivesse descansado nada durante a noite. Há também os distúrbios do sono. “O sono não é reparador. Há dificuldade para adormecer, despertares frequentes durante a noite e o sono fragmentado. Muitos pacientes relatam que, mesmo dormindo muitas horas, acordam exaustos”, comenta o Dr. André.

Outros sintomas incluem:

Rigidez matinal – Ao acordar, é comum sentir como se o corpo estivesse travado, com dificuldade para se movimentar normalmente. Essa rigidez pode durar desde alguns minutos até várias horas.

Problemas de memória e concentração, conhecidos como fibrofogue ou névoa da fibromialgia – As pessoas têm dificuldade para se concentrar, lembrar de palavras, nomes ou compromissos. E podem se sentir mentalmente nubladas.

Sensibilidade aumentada – Além da dor, pode haver sensibilidade exagerada à luz, som, odores, temperatura e até mesmo ao toque leve da pele.

Dores de cabeça, síndrome do intestino irritável, ansiedade, depressão, dormência ou formigamento nas mãos e nos pés, e sensação de inchaço nas articulações.

“A causa exata ainda não é completamente compreendida, mas sabemos que envolve múltiplos fatores. Há um componente genético importante. A fibromialgia tende a ocorrer mais em famílias, sugerindo uma predisposição hereditária. Fatores pode desencadeá-la são traumas físicos, como acidentes, cirurgias, traumas emocionais, estresse intenso, infecções virais ou outras doenças”, diz o reumatologista.

Os estudos mostram que há alterações no sistema nervoso central, com aumento de substâncias que transmitem sinais de dor e diminuição de substâncias que aliviam a dor, como a serotonina.

Como é feito o diagnóstico da fibromialgia?

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos sintomas e exame físico, já que não existe um exame laboratório específico para a fibromialgia. Os critérios atuais incluem dor generalizada por mais de 3 meses, presença de outros sintomas, como a fadiga, problemas de sono e cognição.

É importante avaliar se não há outras doenças simulando sintomas similares aos da fibromialgia. O médico pode solicitar exames complementares, como exames de sangue, para descartar outras condições, por exemplo, como artrite reumatoide, lúpus ou problemas da tireoide.

E qual o tratamento?

Shutterstock 2506390841

O tratamento é multidisciplinar e individualizado e pode incluir educação sobre a doença. Entender a fibromialgia é o primeiro passo para enfrentá-la. Saber que ela é uma condição benigna, que não causa deformidades ou risco de vida e que o tratamento depende também da participação ativa do paciente faz toda a diferença.

“A atividade física é um dos tratamentos mais eficazes. Exercícios aeróbicos leves, musculação adaptada, alongamentos, yoga, tai chi, hidroginástica ajudam a reduzir a dor e a fadiga, melhoram o humor e o sono. Importante é começar sempre devagar e aumentar a intensidade de forma gradual, sempre respeitando os limites do corpo”, explica o médico.

Medicamentos, quando necessários, podem incluir antidepressivos específicos, anticonvulsivantes ou relaxantes musculares, sempre com orientação médica. Além disso, terapia e acompanhamento psicológico, técnicas de relaxamento, meditação como mindfulness, acupuntura e eletroestimulação também podem trazer benefício.

O mais importante é combinar estratégias e ter sempre um acompanhamento contínuo.

VEJA AS INFORMAÇÕES COMPLETAS:

FIBROMIALGIA: o que é a condição que causa muita dor

Se inscreva no canal do Doutor Ajuda, no Youtube, clicando aqui!