Ácido úrico alto: como diminuir na alimentação

O excesso de ácido úrico no sangue é uma das principais causas de doenças como a gota e a formação de pedras nos rins. A alimentação tem um papel determinante nesse cenário e pode ser a chave para o controle dos níveis dessa substância no organismo. Entender quais alimentos devem ser evitados e quais são indicados é fundamental para prevenir complicações.

Proteínas em excesso e álcool: os grandes vilões

As principais causas alimentares do excesso de ácido úrico estão relacionadas ao consumo elevado de bebidas alcoólicas e alimentos ricos em proteínas. Isso acontece porque o ácido úrico é gerado a partir da digestão de proteínas com alto teor de purinas — especialmente presentes em carnes, peixes, frutos do mar e leguminosas como feijões.

Por isso, a primeira orientação é reduzir o consumo de álcool e desses alimentos. Em muitos casos, a perda de peso também é recomendada, desde que seja feita de forma gradual.

Cuidado com dietas cetogênicas e jejuns prolongados

Dietas restritivas, como a cetogênica — que é rica em proteínas e pobre em carboidratos —, podem aumentar os níveis de ácido úrico em vez de reduzi-los. O mesmo efeito ocorre com jejuns prolongados. Ambas as estratégias não são recomendadas para quem deseja perder peso e possui ácido úrico elevado.

Carboidratos devem ser mantidos

A retirada total de carboidratos da dieta pode prejudicar o organismo. Quando há restrição desse nutriente, o corpo passa a usar a proteína como fonte de energia, o que contribui para o aumento do ácido úrico. Por isso, manter os carboidratos na alimentação é essencial para o equilíbrio metabólico.

Gordura em excesso também atrapalha

Evitar carnes gordurosas e dar preferência a preparações grelhadas, em vez de frituras, ajuda na prevenção. Contudo, ao diminuir o consumo de gorduras saturadas, é preciso atenção para não compensar com o aumento de carboidratos simples, como doces. Estudos apontam que essa substituição pode elevar o risco de doenças cardiovasculares.

Ou seja, o ideal é reduzir as gorduras sem aumentar o consumo de açúcares.

O que pode ser consumido com moderação

Mesmo sendo fonte de purinas, as proteínas não devem ser completamente retiradas da dieta. O consumo deve ser moderado, dando preferência a fontes com menor teor de purina, como frango sem pele, ovos, lentilhas, feijões, arroz, massas, pães e manteiga.

Reduza o sal e aumente a ingestão de água

O sal em excesso dificulta a excreção do ácido úrico, favorecendo o acúmulo da substância no organismo. Para melhorar o sabor dos alimentos, temperos naturais e sal de ervas são boas alternativas.

Já a água é altamente recomendada. A ingestão adequada de líquidos facilita a eliminação do ácido úrico e reduz o risco de formação de cristais nas articulações e nos rins.

Ômega-3 pode ajudar, com atenção à fonte

O ômega-3 tem propriedades anti-inflamatórias e pode contribuir para o controle da condição. No entanto, as fontes animais desse nutriente, como atum e sardinha, também contêm purina. Por isso, pode ser mais indicado optar por fontes vegetais, como linhaça e chia, sempre com orientação médica.

Alimentação saudável é o caminho

Para manter os níveis de ácido úrico sob controle, o ideal é adotar uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e alimentos naturais. É importante evitar produtos industrializados e eliminar o consumo de álcool, especialmente cerveja, que contém grande quantidade de purina.

Consumir alimentos de qualidade ajuda não só no controle do ácido úrico, mas também pode reduzir a necessidade de uso de medicamentos.

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