Como diferenciar os sintomas da COVID-19 e da gripe?

Uma nova variante da COVID-19 (SARS-CoV-2), chamada Cicada, está sendo monitorada pela Rede Global de Vírus. Ela passou a gerar alerta na população mundial por apresentar maior escape de anticorpos, o que pode aumentar infecções e reinfecções. Ainda não há evidência de maior gravidade da doença que, atualmente, já foi detectada em 23 países – mas não no Brasil. A principal recomendação da Organização Mundial da Saúde continua sendo manter a vacinação em dia.

Porém, diante deste novo cenário, você sabe diferenciais os sintomas da COVID-19 e da gripe? Vamos te explicar agora.

Shutterstock 1674226273 2

COVID-19 X GRIPE

De maneira geral, ao analisar somente o quadro clínico pode ser bem difícil diferenciar os vírus. Dessa forma, os testes, muito feitos na época da pandemia, conseguem definir com maior precisão a infecção presente. Mas algumas características físicas podem ajudar nessa distinção.

De acordo com a infectologista Dra. Maura Salaroli, a gripe, que é causada pelo vírus da influenza, costuma ter um início muito súbito.

“A pessoa costuma ter febre alta, dor no corpo, cansaço, então, sintomas sistêmicos bastante importantes, quase incapacitantes. E aí vem acompanhada também de congestão nasal, espirro, nariz escorrendo”, diz.

O resfriado comum, causado, por exemplo, por rinovírus, tem sintomas mais leves: a febre não existe ou é mais baixa, espirro e tosse, e a congestão nasal e o nariz escorrendo também podem acontecer.

“Já a COVID-19 costuma ter um início gradual. A pessoa passa a ter alguns sintomas respiratórios. Ela pode ter tosse, no quinto, sétimo dia, pode piorar com o cansaço, com a febre. Também chama a atenção que a COVID-19 também pode gerar perda do paladar e do olfato”, finaliza a médica.

Transmissão da COVID

Shutterstock 1883003521

Segundo informações do Ministério da Saúde, qualquer pessoa pode contrair o vírus da COVID-19 e suas variantes, pois ele tem ampla transmissão. Após a infecção, a maioria das pessoas desenvolve anticorpos em 2 a 4 semanas, mas os níveis podem diminuir ao longo do tempo, permitindo raras reinfecções, principalmente após 90 dias.

Isso reforça a necessidade de medidas preventivas, como uso de máscara, vacinação, higienização das mãos e ventilação adequada, já que até indivíduos sem sintomas podem transmitir o vírus.