Miopia: entenda os sintomas, causas e tratamentos
A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo. Na população ocidental, cerca de 25% das pessoas apresentam o quadro. Já entre os asiáticos, a prevalência pode ultrapassar 60%. Diante desses números expressivos, saber identificar os sinais da miopia e entender suas causas pode fazer toda a diferença na saúde visual.
Como identificar os sintomas da miopia
O principal sintoma da miopia é a dificuldade para enxergar de longe, especialmente em ambientes com pouca luz ou baixo contraste, como ao assistir TV ou dirigir à noite. Outros sinais incluem:
- Visão embaçada e sem definição;
- Preferência por atividades próximas, como leitura e uso do celular;
- Dores de cabeça e cansaço visual;
- Rugas de expressão provocadas pelo esforço de apertar os olhos.
No caso das crianças, os sintomas podem ser mais difíceis de identificar. Por isso, é essencial que pais observem mudanças de comportamento, como o hábito de se levantar para enxergar melhor a lousa. Se houver suspeitas, o ideal é procurar um oftalmologista.
O que é a miopia e como ela afeta a visão
Para compreender a miopia, é preciso entender o processo da visão. Normalmente, a imagem passa pela córnea e pelo cristalino e é projetada na retina, sendo então interpretada pelo cérebro. Na miopia, essa projeção ocorre antes da retina, prejudicando a visão à distância.
Por outro lado, objetos próximos são vistos com nitidez, pois a imagem é corretamente projetada na retina. Essa diferença explica por que o míope enxerga bem de perto, mas mal de longe.
Principais causas e fatores de risco de miopia
A miopia pode surgir por diferentes motivos. Entre as principais causas, destacam-se:
- Hábitos de leitura muito próximos e uso excessivo de dispositivos eletrônicos;
- Fatores genéticos: filhos de pais míopes têm maior risco de desenvolver a condição, especialmente quando os pais têm graus elevados;
- Doenças como diabetes descontrolado ou catarata, que alteram o formato do cristalino;
- Ceratocone, que causa encurvamento da córnea e aceleração do grau;
- Doenças raras do colágeno, como a síndrome de Marfan e Ehlers-Danlos.
Além disso, é comum que os primeiros sintomas apareçam na puberdade, entre os 11 e 14 anos, com estabilização por volta dos 20 a 25 anos. No entanto, casos em crianças menores também são possíveis, o que torna o exame oftalmológico precoce ainda mais importante.
Riscos associados à miopia
A miopia vai além da dificuldade de enxergar à distância. Indivíduos com o problema têm maior risco de desenvolver doenças graves, como:
- Catarata;
- Glaucoma;
- Descolamento de retina.
Essas condições podem comprometer seriamente a visão e exigem acompanhamento oftalmológico constante.
Tratamentos para miopia
Atualmente, as opções de tratamento para miopia são bastante variadas:
- Óculos e lentes de contato são os métodos mais comuns e eficazes;
- Cirurgia refrativa com Excimer Laser, indicada para casos estáveis (sem alteração do grau por pelo menos 12 meses);
- Colírio à base de atropina, utilizado em crianças com alto grau, embora apresente efeitos colaterais e exija avaliação criteriosa.
O tratamento deve ser sempre orientado por um oftalmologista, que avaliará o grau, idade, estabilidade e condição geral da visão do paciente.
A importância da prevenção e do controle de hábitos
Evitar o uso prolongado de celulares e tablets a curtas distâncias é uma medida preventiva importante, especialmente entre os jovens. O excesso de tempo em frente às telas estimula o surgimento da miopia. Por isso, controlar esse tempo é essencial para preservar a saúde ocular.
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