O que é Mpox e quais os principais sintomas?
O Mpox é assunto novamente, por conta do surgimento de uma nova variante confirmada pela Organização Mundial da Saúde. Foram detectados dois pacientes, um no Reino Unido e outro na índia. Mas, você sabe o que é Mpox e quais os principais sintomas? O Dr. Ajuda responde agora.
Esta é uma doença causada por um vírus que conhecidamente causa doença em seres humanos desde os anos 70, principalmente em pequenos surtos que ocorrem de tempos em tempos em algumas regiões da África.
Nem todos sabem, mas a Mpox é causada por um vírus que é parente da varíola humana, aquela doença erradicada nos anos 80. Desde 2022, a Mpox, antes mais restrita ali ao continente africano, começou a aparecer em várias partes do mundo, inclusive aqui no Brasil.
Quais são os sintomas da Mpox?

De acordo com a Dra. Mirian de Freitas Dal bem Corradi, infectologista, os sintomas são febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrios, linfonodos (gânglios) inchados e cansaço.
“Logo no começo, até 5 dias depois de iniciarem esses sintomas, surgem lesões típicas na pele, principalmente na região genital, anus, no rosto, na palma das mãos, nos pés, nos olhos, na boca. Essas lesões se iniciam como pequenas bolinhas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas com líquido esbranquiçado dentro. Depois, para lesões com um buraquinho no meio que a gente chama de umbilicação. E, enfim, para lesões com casquinha”, explica a médica.
As lesões cutâneas podem doer bastante e coçar. É justamente o contato com essas lesões, mesmo as que estão já na fase de casquinha, a principal forma de transmissão da Mpox. Os sintomas da doença duram de 2 a 4 semanas e a maior parte das pessoas se recupera bem.
“Porém, em pessoas com o sistema imune mais debilitado, em gestantes e em crianças, a doença pode ser bem mais grave. Pode acometer o pulmão, o sistema nervoso central, os olhos e levar até a morte”, completa.
Como a Mpox é transmitida?
Após ter contato com o vírus, demora de 5 a 21 dias para a pessoa começar a apresentar os sintomas. Assim, o indivíduo doente pode começar a transmitir a doença um ou dois dias antes de começar a ter os sintomas. Mas o maior risco de transmissão mesmo ocorre quando há sintomas.
“O contato direto com as lesões de pele, mesmo que já estejam em fase de crosta, é a principal forma de transmissão. A doença até pode ser transmitida pela saliva. Mas o número de vírus na saliva é bem menor que o número de vírus presente nas lesões. Você pode também pegar a doença encostando em objetos que tiveram contato com as lesões, como por exemplo roupas de cama e lençóis”, diz a infectologista.
E como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito pelo quadro clínico, que é muito característico e também por um exame chamado PCR, que é feito em uma amostra de um raspado da lesão de pele.
Não existe um tratamento específico para Mpox na maior parte dos casos.
“O tratamento é feito apenas de maneira sintomática. Em casos graves, existe uma medicação antiviral chamada tecovirimat, que vem sendo estudada e dada para alguns casos graves. Além disso, outros antivirais também vêm sendo estudados. O ideal é que a pessoa doente fique isolada do início dos sintomas até a cicatrização de todas as lesões de pele, para evitar a disseminação da doença. Esse período pode levar até 4 semanas”.
Existe vacina para Mpox?

Sim, existem duas vacinas. Uma delas é mais amplamente indicada por não ter vírus com capacidade de se replicar. Embora não disponível no momento no Brasil, ela já foi administrada a pessoas dos grupos de risco aqui no país em 2023. Como a vacina é produzida por um único fabricante, a capacidade de produção dela ainda é limitada.
“E ela acaba sendo indicada para grupos específicos, pessoas que têm risco de adoecer gravemente pela Mpox e também para aquelas pessoas mais expostas ao vírus e com maior risco de adquirir a doença”.
Se você teve contato com alguém que teve Mpox ou que tem sintomas dessa doença, não deixe de procurar um médico infectologista.
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