Pressão baixa: entenda o que é hipotensão e o que fazer

Embora muito se fale sobre pressão alta, a pressão baixa — chamada de hipotensão arterial — também pode trazer riscos à saúde, especialmente quando está associada a outros sintomas. A queda da pressão pode ocorrer por diversos motivos e exige atenção dependendo da causa e da duração dos sintomas.

O que é pressão arterial e quando ela é considerada baixa

A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias para circular pelo corpo. Quando o coração se contrai, a pressão atinge o valor máximo (pressão sistólica). Quando relaxa, atinge o valor mínimo (pressão diastólica). Os valores desejáveis são em torno de 12 por 8 (ou 120 por 80 mmHg).

Considera-se pressão baixa quando os valores estão abaixo de 9 por 6. Com essa redução, o fluxo sanguíneo para órgãos importantes, como o cérebro, pode diminuir — e é isso que provoca os sintomas.

Principais causas da pressão baixa

Diversos fatores podem interferir na regulação da pressão. Os principais são:

  • Problemas cardíacos, como arritmias e infarto;
  • Sangramentos importantes após cirurgias ou traumas;
  • Desidratação, comum em crianças e idosos;
  • Uso de medicamentos como diuréticos, remédios para pressão, antidepressivos e analgésicos;
  • Reações alérgicas graves (choque anafilático);
  • Infecções graves que podem evoluir para choque séptico.

Além disso, condições como diabetes, hipotireoidismo, gravidez e consumo de álcool também podem causar hipotensão.

Situações cotidianas que podem causar pressão baixa

É comum a pressão cair em dias quentes, pois os vasos sanguíneos se dilatam. Ficar muito tempo em pé ou levantar-se rapidamente após estar deitado pode provocar a chamada hipotensão postural, que pode levar ao desmaio.

Sintomas mais comuns da pressão baixa

Os sinais variam, mas os principais sintomas incluem:

  • Tontura e escurecimento da visão;
  • Fraqueza e sensação de desmaio
  • Sudorese excessiva;
  • Palpitações (batedeira no coração);
  • Náuseas e vômitos.

O que fazer diante de uma queda de pressão?

Em caso de queda abrupta de pressão, o recomendado é:

  • Deitar-se e elevar as pernas;
  • Ingerir líquidos em pequenos goles;
  • Procurar atendimento médico se os sintomas durarem mais de 15 minutos.

Colocar sal embaixo da língua ajuda?

Apesar de popular, essa prática não ajuda em crises de pressão baixa. O sal demora a agir no organismo e, por isso, não é eficaz para situações de emergência.

Quando procurar ajuda médica com urgência

Se a queda de pressão vier acompanhada de dor no peito, falta de ar ou durar mais de 15 minutos, é fundamental buscar um pronto-socorro. Nesses casos, pode ser sinal de algo mais grave.

O diagnóstico da hipotensão começa com a avaliação clínica e o histórico do paciente. No pronto-socorro, o objetivo é descartar causas graves como infarto, infecção severa ou tromboembolismo pulmonar. Após isso, a investigação pode incluir exames como:

  • MAPA (monitoramento da pressão por 24h);
  • Tilt-test (teste de inclinação), especialmente em casos de desmaio por queda de pressão.

Tratamento da pressão baixa

O tratamento depende da causa e da gravidade. Pessoas saudáveis e assintomáticas com pressão naturalmente baixa geralmente não precisam de tratamento.

No entanto, quando há doença associada, é preciso tratar a causa:

  • Arritmia: tratamento cardíaco;
  • Desidratação: reposição de líquidos;
  • Infecção: uso de antibióticos.

Para hipotensão postural, medidas como hidratação, evitar longos períodos em pé e treinamento postural podem ser indicadas. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos.

Quando a pressão baixa não é um problema

Algumas pessoas têm pressão naturalmente mais baixa e não apresentam sintomas. Nesses casos, não há motivo para preocupação. No entanto, se houver sinais de gravidade, como dor no peito, ou se os episódios forem frequentes ou duradouros, o ideal é procurar orientação médica.

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