Qual é o primeiro sinal do HPV?

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo e pode estar associado a diferentes tipos de câncer. Apesar disso, grande parte das pessoas não apresenta sintomas. Quando aparecem, as verrugas na região genital costumam ser um dos sinais mais frequentes.

De acordo com a Dra. Juliana Framil, médica infectologista, em cerca de 90% dos casos, o próprio sistema imunológico consegue eliminar o vírus naturalmente em até 2 anos, sem que a pessoa saiba que teve contato com ele.

“No entanto, quando o vírus não é eliminado pelo sistema imunológico, ele pode persistir e causar lesões. É importante entender que desde o momento da infecção até o desenvolvimento de um câncer podem se passar de 10 a 20 anos. Quando os sintomas aparecem, eles dependem do tipo de HPV”, diz a médica.

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Tipos de HPV e seus sinais

No caso dos tipos de baixo risco, os mais comuns são as verrugas na região genital ou anal, que podem ser pequenas ou grandes, únicas ou múltiplas, com aspecto de couve-flor. Elas são lesões benignas, causadas principalmente pelos HPVs 6 e 11. E atenção, você pode ter contato com o vírus e anos depois desenvolver a lesão!

Já os HPVs de alto risco, como 16 e 18, podem gerar lesões microscópicas, ou seja, invisíveis a olho nu, que, com o tempo, podem evoluir para o câncer. No início, portanto, não há sintomas.

Qual câncer o HPV pode causar?

O HPV de alto risco está associado ao câncer do colo de útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe, garganta, especialmente a base da língua e as amígdalas.

Dentre esses, o câncer de colo do útero é o mais conhecido. É um dos principais cânceres que afetam as mulheres no Brasil.

“Por isso, é tão importante realizar o rastreio de forma periódica. O principal é o do colo do útero. Esse rastreamento é feito através do exame preventivo, o Papanicolau. Em locais onde há disponível, a pesquisa do HPV por método molecular que detecta efetivamente o vírus do HPV também é indicada”, frisa a infectologista.

A recomendação é que mulheres que já iniciaram a atividade sexual dos 25 aos 64 anos realizem o teste. Se a pesquisa do HPV por método molecular for negativa, o rastreio deve ser realizado a cada 5 anos na ausência de sintomas.

Quando aparece alguma alteração, o passo seguinte costuma ser a realização de testes complementares, como a colposcopia, que é um exame que funciona como se fosse uma lente de aumento para avaliar o colo do útero com mais detalhes, e, se necessário, fazer uma biópsia.

Para outras regiões, como ânus, orofaringe e pênis, não há um rastreamento populacional, mas grupos de risco, por exemplo, pessoas vivendo com HIV, homens que fazem sexo com homens. Nesse grupo, o médico pode realizar o toque retal e indicar exames específicos, como a citologia anal e a anuscopia, quando necessário.

Vacina contra o HPV: funciona?

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Sim! Mesmo já tendo o HPV, a vacina pode ajudar a não pegar os outros tipos de HPV.

A vacinação oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde – SUS, é a forma mais eficaz de prevenção, aliada ao uso de preservativos, que ajudam a conter o risco de contágio. 

No sistema público, a imunização acontece nas entre 9 a 14 anos. No sistema privado de saúde, esta vacinação também pode ser realizada em adultos.

Veja as explicações completas:

HPV: 80% das pessoas terão contato. E agora?