Sedentarismo: o que é, causa, motivos, sintomas e consequências

O sedentarismo é classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como atividade física insuficiente, ou seja, menos de:

  • 150 minutos, por semana, de atividade moderada, como caminhar, correr, pedalar, pular, dançar ou nadar, ou
  • 75 minutos, por semana, de atividades intensas, como correr e fazer um esporte.

A estimativa é que 46% dos brasileiros são sedentários e isso pode causar diversas consequências para a saúde, como:

Sedentarismo: Obesidade a acúmulo de gordura

Uma pessoa ganha peso se acumular mais caloria ao longo do dia do que gasta, ou seja, se o total de calorias que essa pessoa ganha na comida que ingere é maior do que ela gasta no seu dia a dia com suas atividades habituais. Quem faz pouca atividade física gasta menos caloria e, por isso, deveria comer menos se não desejar engordar.

No entanto, acontece o contrário: a pessoa que fica mais tempo sentado tende a comer mais doces, biscoitos e refrigerantes, o que contribui para o ganho de peso.

O ganho de peso ocorre quando a ingestão de calorias excede o gasto diário. Pessoas com baixa atividade física precisam consumir menos calorias para evitar engordar

Diabetes tipo 2, hipertensão arterial e colesterol alto

Nos últimos anos, o sedentarismo foi considerado como a principal causa do aumento da ocorrência dessas doenças. O resultado é que ele tem implicação direta e indireta no aumento das doenças cardiovasculares, como infarto, derrame cerebral e morte súbita.

Câncer

O sedentarismo está diretamente relacionado aos diferentes tipos de câncer, principalmente o de intestino, também chamado colorretal, e de mama. A estimativa é que com a atividade física intensa, ocorra prevenção de 12% dos cânceres de mama e 19% do câncer colorretal.

O sedentarismo aumenta o risco de vários tipos de câncer, especialmente colorretal e de mama.

Osteoporose

A pessoa que não faz atividade física tem mais de 50% de risco de ter osteoporose, se comparado com uma pessoa que faz.

Diminuição da disposição

A atividade física libera endorfina, uma substância associada a alegria e felicidade. Já a falta de endorfina está associada a tristeza, falta de ânimo e depressão.

A atividade física libera endorfina, ligada à sensação de felicidade, enquanto sua falta está associada à tristeza, falta de ânimo e depressão.

Insônia e estresse

A atividade física funciona como uma válvula de escape das preocupações do dia a dia. Isso diminui o estresse, aumenta o relaxamento e facilita o sono reparador.

Problemas posturais e dores nas costas

Sem exercício, os músculos responsáveis pela postura correta não são acionados e podem ficar atrofiados. Acrescentando a isso, os sedentários habitualmente permanecem em posições ruins por bastante tempo, o resultado é dores nas costas e no pescoço que são difíceis de tratar.

Sem exercício, os músculos responsáveis ​​pela postura correta não são acionados e podem ficar atrofiados, causando dores nas costas e no pescoço.

Atrofia muscular e problemas de flexibilidade articular

O sedentarismo causa atrofia e perda de força em muitos músculos. Como consequência, há menor proteção das articulações que sem exercício tem nutrição diminuída das cartilagens, ficando mais frágeis e suscetíveis a degeneração. Isso predispõe a artrose na coluna vertebral, quadril e joelho.

Falta de autonomia e independência para os idosos

O sedentarismo é um importante fator de risco para as pessoas serem dependentes e ter menos autonomia à medida que vão envelhecendo.

Infertilidade

O sedentarismo também pode contribuir para a infertilidade, já que o exercício físico melhora a quantidade e qualidade dos espermatozoides. 

Como combater o sedentarismo?

A OMS recomenda 150 minutos por semana, próximo de 20 e 30 minutos por dia, de atividade física aeróbica de intensidade moderada, como caminhar rápido, correr, pedalar, pular corda e nadar ou 75 minutos semanais de atividade física aeróbica vigorosa (ou uma combinação dos dois). 

Além disso, para aumentar os benefícios com a prática de exercícios, é possível fazer de duas formas:

Aumentar o tempo da prática de exercícios, por exemplo, 300 minutos de atividade moderada ou 150 minutos de atividade intensa por semana, ou ainda uma combinação das duas atividades de fortalecimento dos músculos (musculação) em dois ou mais dias por semana;

 Se tiver dificuldade de incluir essas atividades no dia a dia, tente 10 minutos de caminhada na ida ao trabalho ou na volta para a casa. Repense se não é possível trocar elevadores por escadas, fazer atividades domésticas ou até mesmo pedir uma encomenda se é possível caminhar até o comércio mais próximo.

Uma das formas de evitar o sedentarismo é praticar exercícios moderados por 300 minutos por semana ou 150 minutos de atividades intensa.

Crianças

A prática de esportes, como atividade de lazer para as crianças e adolescentes é extremamente importante. Lembre-se que o sedentarismo é o principal fator de risco para a obesidade infantil, alem de outras doenças. 

Comece a praticar exercícios o quanto antes e se possível procure orientação com um Educador Físico, Médico do Esporte ou Clínico Geral.

Continue acompanhando nosso site e tenha acesso às informações de saúde e bem-estar confiáveis para você se cuidar melhor!

Veja o vídeo com a explicação da especialista: