Você sabia que existem diferentes tipos de Influenza?

Influenza

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, realizada pelo Ministério da Saúde, começa amanhã, 28 de março (sábado), nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Mas você sabia que existem diferentes tipos de Influenza, a popularmente conhecida como gripe?

De acordo com a Dra. Miriam Dalben, médica infectologista, a gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus da Influenza, que pode infectar o nariz, a garganta, os pulmões. “Existem quatro tipos de vírus da gripe: A, B, C e D. Mas são os subtipos A e B que causam aquelas epidemias que a gente vê todo ano. O tipo A pode infectar não só os humanos, mas também animais como porcos, aves, mamíferos. Já ouviu falar da gripe suína ou gripe aviária? Quem é um pouco mais velho se lembra da pandemia que ocorreu em 2009, por um subtipo do vírus da influenza A, o H1N1, que matou muita gente”, comenta a médica.

Por que o vírus da gripe muda?

Como vimos, existem vários subtipos de vírus da influenza A, e a cada ano os subtipos que mais estão circulando e causando infecção mudam, o que leva os pesquisadores a precisar adequar a vacina ano a ano. Isso acontece por conta de alterações genéticas do próprio vírus, que podem influenciar tanto como o vírus se espalha quanto o nível de proteção da população.

Sinais e sintomas da gripe: nem sempre são leves!

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A Influenza pode causar desde sintomas bem leves até quadros mais graves, mas pode levar à necessidade de internação, de respirar com a ajuda de aparelhos e até a morte. Os sete sintomas principais são:

  • Febre, que normalmente é alta
  • Dor de garganta
  • Tosse
  • Nariz entupido e escorrendo
  • Dor no corpo todo e dor de cabeça muito forte
  • Muito cansaço

“Dependendo da sua idade os sintomas podem variar. Crianças pequenas, por exemplo, podem ter febre ainda mais alta e normalmente ficam muito quietinhas, sem querer brincar. Algumas pessoas podem ter problemas no intestino, como diarreia. Já os idosos, às vezes, têm febre, mas não é tão alta”, diz a médica. E complementa: “tem alguns sinais que podem indicar gravidade, que é o que chamamos de sinais de alerta. São eles dificuldade para respirar, dor no peito, vômitos persistentes, febre que não baixa e em crianças e idosos, sonolência excessiva, ficar confuso, ficar sem falar coisa com coisa”.

Segundo a infectologista, quem tem diabetes, doenças do coração e do pulmão, como a asma, quem tem doenças que enfraquecem o sistema imune, mulheres grávidas, crianças com menos de 5 anos e pessoas com mais de 65 anos, devem procurar o atendimento tão logo elas comecem a apresentar os sintomas suspeitos de Influenza.

“Dessa forma, podem receber uma medicação que, se foi iniciada nos primeiros dois dias de doença, diminui o risco de evoluir para um quadro mais grave”, pontua. Na maioria das vezes, a gripe passa sozinha, em uma semana, mas tem alguns casos que complicam. As complicações mais comuns são pneumonia, sinusite, otite (dor de ouvido) e desidratação. A gripe pode também descontrolar doenças pré-existentes, como diabetes, asma e problemas no coração.

Como é feito o diagnóstico da gripe?

O médico normalmente suspeita que se trata de gripe com base nos sintomas e no exame físico. Porém, para confirmar que é mesmo gripe, pode ser realizado um teste específico.

“O teste rápido de antígeno, que é mais barato, é feito também nas farmácias, mas costuma ter uns 30% de falso negativo. Além dele, outra opção, mais cara e só feita em laboratórios e hospitais, é o PCR. Os dois são feitos coletando uma amostra no fundo do nariz e às vezes lá na garganta”, frisa a Dra. Miriam

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A Influenza tem tratamento?

Se você está com gripe, é importante o repouso, se manter hidratado. Além disso, é possível também tomar medicações para ajudar a controlar a dor e a febre.

“Para pessoas do grupo de risco, pode ser indicada uma medicação antiviral chamada ozeutamivir, que deve ser iniciada nos dois primeiros dias de sintoma. Os antibióticos são indicados para tratar infecções por bactérias e não mata o vírus da gripe. Então não adianta usar antibióticos em todos os casos. Assim, ele deve ser usado apenas se a gripe se complicar com uma infecção bacteriana associada, como pneumonia, otite, sinusite”, sinaliza.

Uma outra recomendação para quem está gripado é saber que pode transmitir por até 7 dias. No caso de crianças, essa transmissão pode acontecer por até 14 dias. Então, nesse período, se possível, evite aglomerações, cubra a boca ao tossir e espirrar para diminuir o risco de transmitir o vírus para as pessoas e use máscara se for ter contato com alguém. É importante lavar as mãos para evitar sair contaminando o ambiente com o vírus depois de coçar o nariz, espirrar, tossir.

A vacinação é a melhor proteção para a gripe

A vacina protege contra as formas mais graves da gripe que estão circulando e diminui o risco de você precisar se hospitalizar. Em 6 a cada 10 pessoas que tomam a vacina, ela protege até de ter a doença ou faz com que você tenha sintomas muito leves. E muito importante dizer: não é verdade que a vacina pode causar a gripe!

“A vacina não tem vírus vivo. Ou seja, quem tomou a vacina e desenvolveu uma gripe logo depois foi porque já estava incubando a doença. A gente tem que lembrar que a vacina demora duas semanas para deixar a pessoa protegida e precisa ser tomada todos os anos. Em primeiro lugar porque a cada ano a vacina é modificada para cobrir os vírus da gripe que estão circulando mais e deixando as pessoas mais doentes. Em segundo lugar porque a proteção da vacina dura mais ou menos uns 8 meses apenas. Então bora vacinar”, finaliza a médica infectologista.

O Dia D, organizado pelo Ministério da Saúde, será realizado no dia 28 de março, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Até agora, já foram distribuídas 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. Portanto, a orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha e alcance de imediato os públicos prioritários.

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INFLUENZA (gripe): tipos, sintomas e tratamento

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