O que a anemia provoca?
Você anda se sentindo muito cansado ultimamente? Tem notado que o seu cabelo está caindo mais do que o normal? Ou que as suas unhas estão ficando fracas e quebradiças? Entenda nesta matéria o que a anemia provoca e quais os sintomas no corpo.
A Dra. Fernanda de Oliveira Santos, hematologista, explica que o ferro é como se fosse um entregador de oxigênio dentro do nosso organismo.
“Ele é fundamental para a produção da hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos do sangue que tem a função de transportar o oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo”, diz.
Ou seja, sem ferro suficiente, o corpo não consegue produzir hemoglobina adequadamente e as células ficam sem receber o oxigênio necessário, explicando o surgimento de alguns sintomas.
Quais são os sintomas da anemia por falta de ferro?

Primeiro, cansaço excessivo e fraqueza. Com isso, o indivíduo se sente esgotado mesmo depois de dormir bem e as atividades simples do dia a dia parecem exigir muito esforço.
Palidez, principalmente na parte interna das pálpebras, nas palmas das mãos e nos lábios, além de falta de ar aos pequenos esforços, como subir escadas ou caminhar um pouquinho mais rápido.
“É possível apresentar também alterações nos cabelos e unhas. O cabelo pode ficar mais fraco e cair com mais facilidade e as unhas podem ficar quebradiças e com uma aparência esbranquiçada”.
Dores de cabeça frequentes, tontura e dificuldade de concentração, e vontade de comer coisas estranhas, como gelo, terra ou amido de milho, também são sintomas que exigem atenção.
E como é feito o diagnóstico da anemia?

O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue simples. Então, o médico vai pedir um hemograma completo e analisar a dosagem de ferro no sangue. Porém, outros exames podem ser solicitados para avaliar as reservas do ferro no organismo, como a ferritina e a transferrina.
“Se existir possibilidade de algum sangramento sugerindo perda de sangue em maior quantidade, exames como endoscopia e colonoscopia podem ser indicados”, pontua a Dra. Fernanda.
Se o hemograma revelar baixa taxa de glóbulos vermelhos e os estoques de ferro também estiverem baixos, é possível que o diagnóstico seja de anemia por falta de ferro.
O que causa anemia por falta de ferro?
A baixa ingestão de ferro na alimentação é um dos motivos. A má absorção do ferro também. Isso acontece frequentemente em pessoas que fizeram cirurgias do estômago e do intestino, como uma bariátrica, uma cirurgia para tratamento de câncer de estômago ou de parte do intestino. Pode acontecer também naquelas pessoas que têm diarreia crônica, como na doença de Crohn, retocolitilcerativa ou mesmo verminose.
Um outro grupo importante são os idosos, que ou comem menos ou absorvem menos ferro devido a múltiplas medicações. Já as crianças em crescimento precisam do nutriente para o desenvolvimento do cérebro e do corpo.
“Sangramentos podem causar anemia. A mais comum em mulheres é a menstruação. Quando a perda de sangue é muito grande durante a menstruação, isso pode levar a anemia importante. Além do sangue perdido, com ele foi junto o estoque de ferro, que normalmente fica circulando no corpo”.
Como tratar a anemia?

Basicamente, são três pilares. Primeiro, o médico vai identificar a causa da anemia. Se for por menstruação intensa, tratar esse problema. Caso seja alimentação inadequada, corrigir a dieta. Agora, se for uma verminose no intestino, tratar e assim por diante.
Também deve-se corrigir a taxa de ferro, primeiramente pela alimentação. As carnes vermelhas, fígado e coração de frango são alimentos ricos em ferro e absorvidos mais facilmente pelo corpo. Feijão, espinafre e lentilha também contém ferro, mas precisam ser combinados com a vitamina C, como laranja ou limão, para melhorar a absorção.
“A suplementação de ferro é indicada em alguns casos. O ferro pode ser tomado em comprimidos e de forma líquida, e é geralmente indicado quando a alimentação sozinha não resolve. Mas, se o problema está na absorção do ferro, pode ser necessário repor por via injetável na veia”, finaliza a médica.
Ao perceber sinais persistentes, é importante buscar avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados.
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