Doença de Creutzfeldt-Jakob: entenda os sintomas, formas clínicas e diagnóstico

A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), diagnosticada em Lito Sousa, dono do canal Aviões e Músicas, é uma doença priônica humana rara, neurodegenerativa, progressiva e fatal. Ela pode provocar inicialmente um quadro de demência, com perda de memória e tremores, também associados a outros sinais e sintomas neurológicos e multifocais.
O que causa a doença?
A DCJ está relacionada a uma proteína anormal chamada príon, que é responsável por causar alterações no cérebro e levar à progressão da doença.
Existem diferentes formas de DCJ, porém, a mais comum é a forma esporádica, que representa aproximadamente 85% dos casos confirmados e surge sem uma causa ou fonte de infecção conhecida.
Também existem a forma hereditária, relacionada a alterações genéticas, e a forma iatrogênica, que pode ocorrer, de forma acidental, pela exposição à proteína anormal em determinadas situações relacionadas a procedimentos médicos.
A doença é transmitida pelo convívio com outras pessoas?
Não. Segundo o Ministério da Saúde, não há evidências científicas de que a Doença de Creutzfeldt-Jakob seja transmitida pelo ar ou pelo convívio social e casual com uma pessoa diagnosticada.
Ou seja, isso significa que ações como abraçar, beijar, compartilhar copos e utensílios ou manter relações sexuais não são consideradas formas de transmissão da doença. Além disso, os familiares de uma pessoa com DCJ também não apresentam um risco maior do que a população em geral apenas por conviverem com o paciente.
Quais são os sintomas da Doença de Creutzfeldt-Jakob?
Os sinais e sintomas da DCJ podem variar e, inicialmente, podem ser semelhantes aos de outras doenças que afetam o cérebro. Entre as manifestações estão:
- Perda de memória
- Tremores
- Falta de coordenação motora
- Alterações na fala e na linguagem
- Problemas de visão
- Espasmos musculares
- Dor de cabeça
- Fadiga
- Sonolência
- Perda de apetite
Com a evolução da doença, os sintomas pioram de forma rápida e progressiva, mas também podem ocorrer alterações do sono, depressão, convulsões e outros problemas neurológicos.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da DCJ pode ser difícil porque seus sintomas são semelhantes aos de outras doenças neurológicas e formas de demência. Por isso, a investigação pode incluir exames como ressonância magnética, tomografia computadorizada e eletroencefalograma, além de outras análises específicas.
A confirmação definitiva da doença é feito somente por meio da análise do tecido cerebral.

Existe tratamento?
Até o momento, não existe um tratamento capaz de alterar a evolução da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 90% das pessoas diagnosticadas com DCJ evoluem para óbito em até um ano.
Por isso, o cuidado tem como foco aliviar os sintomas e tratar as complicações. A assistência também deve considerar as necessidades físicas, nutricionais, psicológicas e sociais do paciente, além do apoio emocional aos familiares.
Por se tratar de uma doença rara e de difícil diagnóstico, a avaliação médica é fundamental diante de sintomas neurológicos que surgem e pioram de forma progressiva.
Veja as informações completas no site do Ministério da Saúde, clicando aqui.
