Qual adoçante aumenta o risco de câncer?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) colocou o aspartame, um adoçante artificial que adoça até 200 vezes mais que o açúcar comum e tem apenas 4 calorias em cada 1g, em uma lista de substâncias possivelmente cancerígenas.

Mas será que isso é verdade? De acordo com o endocrinologista, Dr. Márcio Aurélio, é preciso avaliar com cuidado toda a situação.

“A OMS colocou o adoçante aspartame como uma classificação 2B. Isso significa que a evidência é limitada para realmente dizer se existe um risco efetivo para humanos, mas que ela pode eventualmente estar relacionada a isso. Então a gente precisa de mais pesquisas para realmente confirmar”, disse.

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Então, existe relação de câncer e adoçante?

Hoje, a exposição solar sem proteção e o consumo de carnes processadas possuem evidências científicas mais robustas de associação com câncer do que o aspartame.

Os estudos feitos em animais, que encontram uma relação entre o desenvolvimento de câncer por conta do adoçante, usam doses elevadas em comparativo aquelas utilizadas no dia a dia.

“Então seria equivalente a gente ter que usar muito adoçante para realmente elevar esse risco de câncer. Para se ter uma ideia, seria mais ou menos o equivalente a 14 latinhas de refrigerante zero por dia, por anos, para termos um consumo equivalente ao que foram submetidos esses ratos, nos quais as pesquisas mostraram esse possível risco”, explicou o médico.

Os adoçantes naturais são mesmo seguros?

Eles são vistos com bons olhos, mas devem ser usados com moderação. A diferença sempre é a quantidade.

“O Xylitol, por exemplo, usado em quantidades maiores, eventualmente pode dar desconforto gástrico, gases, distensão abdominal, diarreia. Então sempre o cuidado com a quantidade, com os extremos”, pontua o Dr. Márcio.

E o açúcar causa câncer?

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O consumo excessivo de açúcar está associado ao aumento do risco de obesidade, que, por sua vez, podem aumentar o risco de alguns tipos de câncer.

“Trocar o açúcar pelo adoçante ainda é uma estratégia muito válida para irmos reduzindo gradativamente a nossa predileção pelo sabor doce. Nas doses habituais de consumo, os adoçantes aprovados pela ANVISA são seguros. O alerta da OMS serve para a indústria e para a ciência continuarem monitorando, não para causar pânico no consumidor comum”, finaliza o médico.

Veja o bate-papo completo no quadro O Veredito:

Adoçante causa câncer? O Veredito sobre o Aspartame e a OMS